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Rádio com História - Guarda, Portugal

Joaquim Valente avança para o segundo mandato com o melhor resultado de sempre em eleições autárquicas na Guarda. O PS elegeu cinco vereadores. Em que medida esta vitória tão expressiva exige maior responsabilidade ao presidente da Câmara e à equipa que vai liderar? Que se espera do novo executivo? Que há para fazer pela cidade e pelo concelho?
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Respostas a este tópico

Boa pergunta.
Simples resposta.
Não esperamos muito.
Basta que respeitem a nossa dignidade enquanto pessoas, a nossa exigência enquanto cdadãos e o nosso orgulho enquanto guardenses.
O Engº Valente recebeu dos eleitores um mandato reforçado, que deve encarar como prova de confiança para uma segunda oportunidade que como em tudo na vida deve ser sempre melhor do que a primeira.
Há muito para fazer e ainda bem que a rádio abre esta dicussão.
Que todos contribuam, agora sim em nome da Guarda que é de todos.

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Antes de mais parabéns a toda a equipa da Altitude pelo excelente trabalho realizado no dia das eleições. Segui a vossa emissão online que foi realmente excepcional.
E agora excelente tema para debate para, espero e penso que esperamos todos, possa ajudar a Guarda a ser uma verdadeira cidade.
Eu, pessoalmente, espero muito mais do executivo agora eleito. Mas a verdade é que esperar muito mais também não será difícil dado que o anterior mandato me pareceu um bocado vazio.
O povo da Guarda deu, e facto, um voto de confiança ao Engº Valente ao qual espero que ele saiba corresponder e demonstrar que afinal tem mais valor do que nós, ou melhor eu, julgava que ele tinha e teve nos 4 anos transatos.
O discurso do Engº. Valente nesta campanha foi um discurso bem diferente do que estávamos habituados a ouvir dele. Pelo menos a mim conseguiu transmitir-me mais capacidade oratória (o que é fundamental na função dele), mais sentimento nas palavras que dizia, ou seja, não pareciam tão estudadas mas sim mais sentidas o que me alimenta ainda mais a esperança de um melhor mandato. Senti-o mais seguro, a falar em dados concretos.
Ainda assim espero, espero mais.
Espero que consiga falar alto e em bom som em nome da Guarda junto dos órgãos centrais. Espero que não deixe sair serviços de valor da Guarda e, pelo contrário traga serviços, empresas que contribuam para o desenvolvimento da Guarda.
Espero que não se lembrem de alctroar estradas e pavimentar passeios ou arranjar as rotundas apenas daqui a 4 anos novamente.
Claro que o povo da Guarda também tem que ajudar. Tem que criticar de forma construtiva o que está mal, não se pode calar e assim também pode contribuir para o desenvolvimento da Guarda. A Guarda, eu costumo dizer é uma aldeia grande, as mentalidades ainda funcionam muito mal, há quem quam ainda perca tempo a tentar saber a vida dos vizinhos, é uma forma de falar, ms é um pouco por aí. Tewmos que pensar em grande, querer mais para a nossa cidade, melhores estradas, escolas com boas condições, creches com mais pessoal, serviços públicos com atendimento mais simpático. Motivo de atracção turística de valor. As pessoas da Guarda ainda saem da Guarda ao fim de semana para fazer compras fora, eu própria faço isso. Realizem actividades diversificadas e interessantes no espaço fabuloso (que devia ter melhor relva e água mais limpa) no parque urbano do rio diz.
Este ano ouvi dizer que a câmara não estava a pagar às creches e clubes com área social bem visível e desenvolvida o dinheiro que lhes era devido, isso parece-me vergonhoso. Cortem em subsidios superfluos, que os há de certeza. Sabemos que há movimentação de influências no poder político. Tenham a coragem de não se vergar a elas.
em síntese, sejam corajosos, honestos, correctos e trabalhem em nome da Guarda, pela Guarda e pelo povo da Guarda. Eu quero gostar da minha cidade e ter vontade de chamar cá amigos e família de Lisboa sem ter medo de não saber o que fazer com eles depois de 2 dias de estadia.
Coragem e trabalho verdadeiro nos próximos 4 anos.

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Primeira premissa: pertenço à casa da Rádio. Mas não é isso que me vai obrigar a ser menos interventivo, ou a alimentar a hipocrisia de que «jornalista não deve ter opinião» porque tem de ser amigo de todos sem maçar ninguém, ou porque jornalistas devem ser algo absolutamente utópico que é ser «objectivo». Nunca se é, porque a maior ferramenta dos que exercem o ofício - a linguagem - não é asséptica, nem absoluta, nem exacta. E cada qual faz o uso da língua para o que bem entender (sugiro, a propósito disso, J. L. Austin - "How to do things with words").
Segunda premissa: bem bastam as vezes que gostaria de participar no Fórum Altitude, discutir com os intervenientes no Vice-Versa ou espicaçar os Politicamente Incorrectos. Não posso fazê-lo na antena, mas posso opinar aqui. Sem «exames prévios» nem recados sussurrados à orelha. Ponho, portanto, a escrutínio a minha própria opinião. Em resumo, porque 1. Não é uma verdade absoluta; 2. Este é um Fórum onde me sinto à vontade para participar. Mais não seja, para promover o debate, para servir de exemplo (que vem de dentro).
Sobre a questão em causa...
É difícil atribuir uma nota ao primeiro mandato de Joaquim Valente. A herança que recebeu estava cheia de presentes envenenados. Teve que desembrulhar alguns (aponto como exemplo o processo inenarrável da construção da Biblioteca Eduardo Lourenço - desde a inenarrável expropriação dos terrenos até à incrível «pontaria» nos empreiteiros falidos), outros ainda estão a fazer estragos (oh Céus, ainda a PLIE!) e porque as dívidas também se herdam, os que vierem a seguir vão ter de pagar pelo que ficou para trás. Pelo que se fez ou (o que às vezes é pior, mas na Guarda nem sei...) pelo que não se fez.
Valente confiou demais nos amigos políticos. Em Pina Moura e na fábrica da Iberdrola, que já todos pensavam que era nossa; e em Sócrates - que veio salvar a pele do PS nas eleições de 2009, já no fim da legislatura, com o anúncio de primeira pedra bem ao estilo de Américo Thomaz (Carlos Baía tinha razão - naquele tempo era tal e qual assim!). Mesmo sem os ventos de mudança das turbinas eólicas fabricadas na Guarda, e sem a mínima solidariedade do Secretário de Estado da Indústria, Castro Guerra (natural de Valhelhas), para manter a Delphi a laborar, seguraram-se as pontas à fábrica. Não se sabe é até quando.
A minha expectativa para o mandato que vai começar é exactamente a da continuidade. Não foi preciso mudar tudo na equipa, mas vai seguramente ficar tudo na mesma.
Só espero é que alguns dos enguiços se desatem de vez. Mesmo que esses projectos venham com anos ou (nalguns casos) décadas de atraso - e por isso, não aqueçam nem arrefeçam a economia, as oportunidades de negócio, o empreendedorismo, o emprego, o investimento, os incentivos, o desenvolvimento, a investigação, a inovação ou a qualidade de vida do concelho - ao menos que se acabem. Se os famosos cinco o conseguirem, é um bom princípio para protagonizarem uma nova aventura. De preferência, sem sarilhos.

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1º Captar com brevidade mais investimentos para a PLIE;

2º Garantir uma estação de alta velocidade na Guarda;

3º Acelerar o processo do novo CC da Guarda;

4º Completar, consolidar e manter as vias estruturantes da Cidade;

5º Promover eventos com visibilidade nacional ou supra-nacional, à semelhança por exemplo dos eventos automobilísticos de Vila Real.

Uma Utopia:
Mas já que somos uma região pura e natural, poderia ser um evento de resistência para veículos eléctricos ali na subida do antigo IP5, subindo por um lado descendo por outro seria um circuito fechado que poria à prova a resistência e eficiência dos novos veículos.

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